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sexta-feira, 14 de março de 2014

Confrontos entre manifestantes ucranianos e pró-russos em Donetsk fazem um morto

A polícia não foi eficaz a separar os manifestantes Reuters
 PÚBLICO 13/03/2014 - 23:13
Cidade no Leste do país com maioria russófona viveu episódio mais violento desde os últimos dias do regime de Ianukovich.

Pelo menos uma pessoa morreu e mais de uma dezena ficaram feridas em confrontos entre uma manifestações pró-russa e outra pró-ucraniana em Donetsk, uma cidade onde no Leste da Ucrânia onde a maioria da população é russófona.

É o pior episódio de violência desde os últimos dias do Presidente Viktor Ianukovich no poder em Kiev, quando uma centena de pessoas morreram, a maioria delas vítimas de atiradores furtivos da polícia.

Os organizadores da manifestação pró-novo poder em Kiev dizem que a vítima mortal – que foi esfaqueada - era um jovem de 22 anos, do seu campo, que estava a protestar contra a invasão e tomada do poder na Crimeia pela Rússia. Outras 15 pessoas estão em tratamento no hospital, adianta a Reuters.

Activistas contra a invasão da Crimeia dizem que dois outros manifestantes morreram - uma informação que corria nas redes sociais -, mas não havia nenhuma informação oficial que o corroborasse.

A agência noticiosa diz que os jornalistas viram a polícia falhar repetidamente nas tentativas de manter as duas manifestações separadas. Os participantes nos protestos atiraram bombas de fumo e outros projécteis uns aos outros e havia brigas espalhadas por todo o lado. Os manifestantes pró-Rússia queimavam bandeiras e até cachecóis do clube de futebol local, o Shakhtar Donetksk - como dizia uma jornalista ucraniana no Twitter, Kateryna Kruk, “é a melhor prova de que isto é uma invasão de vândalos russos”.


Donetsk, a cidade que era o centro do poder de Ianukovich, tem vivido uma grande agitação, também com reivindicações separatistas, como acontece na Ucrânia, e não é a primeira vez que surgem acusações de que as manifestações pró-russa são alimentadas com excursões de manifestantes russos, vindos do outro lado da fronteira.

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