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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Kiev e separatistas do Leste trocam prisioneiros

Tropas ucranianas perto da região de Donetsk 
26 de Dezembro de 2014 -  17:16
Acordo foi alcançado em Minsk onde esta sexta-feira foi cancelada uma outra ronda negocial

As autoridades de Kiev e os separatistas pró-russos começaram esta sexta-feira a trocar centenas de prisioneiros no quadro de um acordo selado em Minsk (Bielorrússia) na quarta-feira.

Esta troca, testemunhada por um jornalista da AFP, começou com grupos de dez presos na localidade de Kostiantinivka (45 quilómetros a norte do bastião rebelde de Donetsk) e deverá abranger nos próximos dias um total de 222 rebeldes e 150 ucranianos.

Os prisioneiros, vestidos à civil, estavam alinhados, uns de frente para os outros, a 100 metros de distância. 
No local estavam presentes vários representantes da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) para assistir à cena coreografada: representantes de Kiev e dos separatistas leram bem alto os nomes dos prisoneiros, um a um, antes de estes avançarem em direcção um ao outro, passando para os respectivos lados.

Para esta sexta-feira estava prevista uma nova ronda negocial em Minsk, que acabou por ser cancelada sem que tenha sido avançada nova data para o retomar das negociações.

A provocar o impasse estão as reivindicações dos separatistas pró-russos, que exigem o restabelecimento do financiamento das zonas que controlam (nas regiões de Donetsk e Lugansk) e que foi cortado por Kiev em meados de Novembro; e também a atribuição de um “estatuto especial” a estas regiões, dando-lhes mais autonomia.

Este “estatuto especial” está previsto nos acordos assinados em Minsk em Setembro mas, segundo Kiev e as potências ocidentais, foi posto em causa quando os rebeldes organizaram eleições para os seus governos locais à revelia do governo ucraniano, que exige a anulação do escrutínio “ilegal”

Putin tira férias de ano novo aos ministros devido a crise económica

Vladimir Putin
Fábio Monteiro
26 de Dezembro de 2014  -  8:27
Devido a uma série de sanções económicas e à queda do preço do barril de petróleo, a economia russa entrou em recessão pela primeira vez em seis anos.

Não há férias de ano novo para ninguém, enquanto a Rússia estiver numa crise económica. Não foram estas as palavras de Vladimir Putin, Presidente da Rússia, mas a mensagem para os seus ministros foi essencialmente esta. Por tradição, existe um período de férias para o setor privado e público russo do dia um ao dia 12 de janeiro para celebrarem o Ano Novo – a principal época festiva no país, conta o jornal britânico Guardian.

Mas este ano, por causa da crise económica, todos os russos, incluindo os ministros, vão ter de fazer horas extra.

Numa mensagem à nação, durante o dia de Natal, Vladimir Putin anunciou que os seus ministros não deviam parar nesse período de férias. “Para o Governo, para as nossas empresas, não podemos suportar estas longas férias, pelo menos este ano – vocês sabem o que eu quero dizer”, afirmou o Presidente russo.

Por sua vez, Dmitry Medvedev, primeiro-ministro, disse aos ministros para se manterem em cima da crise económica, mesmo durante “os primeiros dias do ano”.

Devido a uma série de sanções económicas e à queda do preço do barril de petróleo, a economia russa entrou em recessão pela primeira vez em seis anos, escreve o jornal britânico.

A agência de notação Standard & Poor’s anunciou, esta semana, em comunicado que existe a probabilidade de 50%, nos próximos 90 dias, de cortar o “rating” da dívida da Rússia para o nível “lixo”. Para já, a Rússia vai ficar em vigilância negativa, devido à revisão em curso da “flexibilidade monetária e do impacto do enfraquecimento da economia no sistema financeiro”.

Se o “rating” for cortado, será a primeira vez numa década que a notação de Moscovo ficará na categoria lixo.

Daqui a 90 dias, S&P pode atirar dívida russa para “lixo”

Vladimir Putin
Fábio Monteiro
24 de Dezembro de 2014 - 9:10
As sanções económicas impostas à Rússia devido à sua interferência no conflito interno ucraniano levaram o país de Vladimir Putin para a maior crise financeira desde 1998. Mas ainda pode piorar.

A agência de notação Standard & Poor (S&P) anunciou em comunicado que existe a probabilidade de 50%, nos próximos 90 dias, de cortar o “rating” da dívida da Rússia para o nível “lixo”.

Para já, a Rússia vai ficar em vigilância negativa, devido à revisão em curso da “flexibilidade monetária e do impacto do enfraquecimento da economia no sistema financeiro”, de acordo com a Bloomberg.

As sanções económicas impostas à Rússia devido à sua interferência no conflito interno ucraniano levaram o país de Vladimir Putin para a maior crise financeira desde 1998.

Se o “rating” for cortado, será a primeira vez numa década que a notação de Moscovo ficará na categoria lixo. 
Segundo a Bloomberg, a S&P espera ter a avaliação concluída durante o mês de janeiro.

Neste momento, a notação de Moscovo está em BBB-

Putin tira feriados do Ano Novo aos ministros russos

Vladimir Putin e Dmitry Medvedev sobre a sua maneira de dizer aos seus ministros que os feriados de Ano Novo foram retirados
Associated Press em Moscovo
The Guardian, Quinta-feira 25 de dezembro de 2014 16.42 GMT
Crise económica russa é incomportável com a  tradicional paragem entre 1 e 12 de Janeiro, Putin diz ao gabinete dos seus ministros

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, retira os feriados de Ano Novo para oa ministros do seu governo por causa da crise económica.

Os trabalhadores russos do sector privado em todo o país têm direito a ausentar-se de 1 de Janeiro a 12 de Janeiro para celebrar o Ano Novo - o principal feriado na Rússia - bem como o Natal Ortodoxo em 7 de Janeiro.

Putin disse, numa sessão televisionada, ao governo, na quinta~feira, que os ministros não devem tomar essas férias.

"Para o goverbno, para as suas agências, não podemos ter recursos para este feriado prolongado, pelo menos este ano - vocês sabem o que quero dizer", disse ele.

O primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, disse aos ministros nesta quinta-feira que espera que eles se matenham na situação de controle, mesmo durante o período de calmaria das férias "desde os primeiros dias do ano".

A economia da Rússia, atacada por baixos preços do petróleo e as sanções ocidentais, está programado para entrar em recessão no próximo ano, pela primeira vez em seis anos, enquanto o rublo caiu significativamente.

O rublo encenouum percurso modesto na semana passada e foi negociado 2% maior em 52 rublos por dólar na quinta-feira, a partir de 80 rublos no início do mês.

O banco central russo anunciou nesta quinta-feira que a moeda de reserva do país caiu abaixo de US$ 400 bilhões (R$ 257 bn) pela primeira vez desde agosto de 2009, já que o governo tem vindo a vender a moeda no mercado para apoiar o rublo.

A estabilização do rublo, uma das moedas do mundo, com o pior desempenho este ano, é uma prioridade para as autoridades monetárias do país.

O Banco Cantral elevou a sua taxa de juro para 17% e disse que ofereceria dólar e euro, empréstimos aos bancos para que eles possam ajudar os exportadores que precisam de moedas estrangeiras para financiar as operações.

Muitas empresas russas tenham sido travadas dos mercados de capitais ocidentais após as sanções impostas ao país pelo seu envolvimento na Ucrânia.

Vladimir Putin aponta Estados Unidos e NATO como principais ameaças

Rússia adota medidas para travar a pretensão de certas potências de conseguir uma "superioridade militar", afirma Putin
AGÊNCIA LUSA
26 de Dezembro de 2014 -- 17:36
Vladimir Putin, aprovou uma nova doutrina militar que aponta Estados Unidos e NATO como as maiores ameaças, tendo em conta as mudanças geopolíticas causadas este ano pela crise na Ucrânia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, aprovou nesta sexta-feira uma nova doutrina militar que aponta Estados Unidos e NATO como as maiores ameaças, tendo em conta as mudanças geopolíticas e de segurança causadas este ano pela crise na Ucrânia. 
Entre as principais ameaças exteriores para a Rússia, no documento-se destaca o aumento do potencial militar da Aliança Atlântica, a sua aproximação às fronteiras russas e a assunção de funções globais, que Moscovo considera violarem o direito internacional.

Além disso, alude à teoria do “ataque global” dos Estados Unidos, que contempla um ataque estratégico, mas sem recurso a armas nucleares, a colocação de armamento de alta precisão e o início de uma corrida às armas no espaço. 
Na nova doutrina expõe-se que a Rússia adotará medidas para travar a pretensão de certas potências de conseguir uma “superioridade militar”, através do desdobramento de elementos estratégicos de defesa antimísseis, numa clara alusão à presença do escudo norte-americano na Europa.

Outras ameaças externas são as pretensões sobre o território da Rússia e dos seus aliados, a ingerências nos assuntos internos e o estalar de conflitos em territórios limítrofes com a Rússia e aliados. 
No documento, publicado na página da internet do Kremlin, introduz-se o conceito de “contenção não nuclear”, que consiste em manter no estado de alerta máximo as forças armadas da Rússia como manobra dissuasora de eventuais conflitos.

Como instrumento de prevenção de conflitos, a doutrina destaca a cooperação com os países que integram o grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a Organização de Cooperação de Xangai, que inclui a Rússia e a China, ou a Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). 
Outros perigos para a segurança da Federação Russa são a escalada do terrorismo e do extremismo internacionais e a “ameaça real de serem cometidos atos terroristas com a utilização de substâncias radioativas e químicas”.

Pela primeira vez, a doutrina militar russa refere-se à defesa dos interesses nacionais no Ártico, região que acolhe importantes recursos naturais e onde a Rússia admite instalar várias bases militares. 
Também destaca que a prioridade da cooperação político-militar com as regiões separatistas georgianas da Abecásia e Ossétia do Sul, cuja independência foi reconhecida por Moscovo em 2008, é garantir a sua defesa e segurança de forma conjunta.

Quanto às ameaças internas, adverte contra as intenções de desestabilizar a situação política e social e de reverter a ordem constitucional, a ameaça terrorista e as campanhas informativas junto da população para pôr em dúvida as tradições históricas e espirituais do país.

A nova doutrina optou por não modificar o artigo 22, introduzindo o ataque nuclear preventivo — como adiantaram alguns meios de comunicação -, e estabelece que o país apenas recorrerá ao seu arsenal atómico em caso de agressão.

Na semana passada, durante a discussão do documento com altos responsáveis da defesa e do exército, Putin assegurou que a nova doutrina, que substituirá a vigente (desde 2010), continuará a ser estritamente defensiva. 
No entanto, o Presidente russo classificou de impressionantes os planos de rearmamento do exército russo, que receberá no próximo ano mais de 50 novos mísseis intercontinentais capazes de superar o escudo norte-americano.